Afinal, o que são as emoções? Embora existam estudos que corroborem a teoria de que a emoção surgiu junto do processo cognitivo nos seres mais primitivos da nossa espécie, ainda hoje não temos uma definição para tal palavra.
Advinda do latim emovere, o prefixo “e” pode ser entendido como “para fora” enquanto “movere” significa “passar ou mover”.
Uma das definições mais aceitas trata a emoção como uma reação a um impulso ambiental que produz tanto experiências subjetivas quanto neurobiológicas. Ou seja, a emoção está associada ao temperamento, personalidade e motivações de cada indivíduo.
Neste artigo, entenda mais sobre três emoções: amor, alegria e tristeza.
Mas antes, entenda melhor a diferença entre emoção e sentimento.
Qual a Diferença de Emoção e Sentimento?
É comum que exista uma confusão entre esses dois termos, apesar de serem distintos. Por isso, veja a seguir o que cada um significa:
- Emoção
Entende-se por emoção uma junção de respostas químicas e neurais fundamentadas por memórias emocionais. Elas aparecem quando o cérebro sofre um estímulo externo.
- Sentimento
Já o sentimento é o entendimento de como uma pessoa se sente, além de como ela responde diante de uma determinada emoção.
Um pouco Sobre as Emoções: Amor, Alegria e Tristeza
Tendo por objetivo fazer com que o indivíduo se prepare e se sinta motivado a realizar determinadas ações, as emoções são responsáveis por sistematizar e influenciar muitos dos processos. Inclusive aqueles de adaptação, tanto com o ambiente quanto com as relações sociais.
A seguir, entenda o que são as emoções amor, alegria e tristeza:
Amor
Do latim amore, o amor é uma emoção que faz com que uma determinada pessoa almeje o bem a outra pessoa. A utilização da palavra é muito comum em templos religiosos, na filosofia e nas ciências humanas de modo geral.
Além disso, o amor pode realizar profundas mudanças e trazer sensação de plenitude.
Dentre as particularidades do amor, está presente a felicidade produzida pela dopamina, a excitação atribuída pela adrenalina e a noradrenalina que é um hormônio responsável pelo desejo sexual.
A ausência dessa emoção resulta em falta de empatia, invalidação, apego inseguro. E, em excesso, gera diminuição da autonomia e autoeficácia.
Segundo o filósofo Platão, “o amor é a busca do todo. ”
Alegria
Considerada como uma das emoções mais primitivas e universais, a alegria é uma emoção que se manifesta de maneira muito agradável para qualquer pessoa que a contemple, tanto para o observador, quanto para o objeto da observação.
Além disso, existe uma inclinação para atitudes positivas quando se está alegre, mesmo quando as coisas não saem como se espera.
A alegria também proporciona a facilidade de se envolver em atividades sociais, grandes sorrisos, ameniza frustrações e atitudes negativas.
Com essa emoção aflorada, uma pessoa preserva seu bem-estar, mesmo diante de uma situação estressante.
Sua ausência está relacionada à incapacidade de perceber o prazer, podendo levar a um estado depressivo. Já seu excesso, predispõe o indivíduo a estados maníacos, excessos comportamentais e aumenta a impulsividade.
Segundo o poeta William Shakespeare: “a alegria evita mil males e prolonga a vida. ”
Tristeza
Também originária do latim tristia.ae, esta emoção qualifica-se como ausência de alegria, onde a melancolia ou desânimo sobressaem.
A tristeza tende a nos reprimir. Entretanto é tão legítima quanto as demais emoções, já que está presente em qualquer ser humano.
O objetivo da tristeza é fazer com que o sujeito sinta que algo foi perdido, ou aconteceu algo que provoque mal-estar. Ela proporciona a reflexão acerca das ações, e consequentemente, a necessidade de mudanças nas atitudes.
Por isso, muitas vezes é apenas ao sentir tristeza que uma pessoa se sente preparada para resolver um problema, pois gera reflexão e mudança.
Sua ausência reflete em falta de empatia e incapacidade de rever comportamentos inapropriados. Seu excesso consiste na emoção de base da depressão.
Segundo o novelista Romain Rolland: “a vida não é triste. Tem horas tristes. ”
