Por Que Sentimos Emoções? Entenda a Raiva, o Medo e o Nojo

Por que sentimos emoções? Bem sabemos que as emoções que circundam nossas vidas são muitas. E isso falando apenas de emoções primárias, que são aquelas facilmente percebidas por nós.

Entretanto, mesmo com tantas emoções, ainda hoje existem dúvidas sobre o porquê as sentimos. Por isso, uma explicação bastante aceita defende que as emoções são maneiras que a natureza humana encontrou para proporcionar aos seres humanos determinações eficazes para assegurar a sua sobrevivência.

Todos os seres humanos e, até os animais, têm emoções. Elas vêm e vão como ondas no mar, e, tanto altas quanto baixas, elas também passam.

Neste artigo, falaremos sobre três delas: raiva, medo e nojo. Veja a seguir.

Por Que Sentimos Emoções?

Por meio de emoções, os humanos respondem aos estímulos externos. Por isso, elas têm como objetivo motivar a realização de ações e ainda auxiliar na supervisão das relações sociais.

Por exemplo, ao sentirmos alegria, tendemos a nos aproximar de quem causou aquela sensação. Porém, quando sentimos raiva, nossa tendência é o afastamento de quem nos hostilizou.

Um pouco Sobre as Emoções: Raiva, Medo e Nojo

Abaixo, entenda o que são as emoções raiva, medo e nojo:

Raiva

A raiva é uma das emoções mais intensas e corriqueiras, é um componente agressivo que faz parte da constituição natural do ser humano. Ela também pode ser traduzida como uma emoção de protesto e frustração, é necessária para a preservação e individuação do self.

A raiva permite preservar a vida diante de possíveis agressores que possam ameaçar o próprio indivíduo, seus filhotes, seu território ou entes queridos.

Sua ausência resulta em um indivíduo passivo ante todo tipo de agressividade, um ser desprotegido, vulnerável, com identidade prejudicada. Enquanto seu excesso, gera descontrole de impulso e agressividade.

Medo

O medo, por sua vez, é uma emoção que proporciona uma condição de sobreaviso, é um importante regulador das relações interpessoais e sociais. Ele é manifestado pela insegurança em fazer alguma coisa, geralmente pela sensação de ameaça, seja física ou psicológica.

Por ser subjetivo e particular, aquilo que assusta uma pessoa pode não assustar outra.

Por isso, quando somos dominados por essa emoção, sentimos aceleração dos batimentos cardíacos. Além disso, a tendência é:

  • produzir maior quantidade de suor;
  • ter alteração na respiração;
  • sofrer dilatação das pupilas;
  • sentir frio na barriga;
  • etc.

Essas respostas acontecem porque o sangue dirige-se para as extremidades e para as musculaturas. Em suma, esta é a atuação do mecanismo de defesa do organismo.

Por ser algo singular, cada pessoa terá sua própria causa do medo e, consequentemente, a maneira de superar será diferente para cada uma delas.

Sua ausência está associada ao descontrole do impulso da preservação da vida, gerando aumento de risco. Seu excesso se relaciona com fobias, as quais impedem o indivíduo de desfrutar da vida por medos irracionais.

Nojo

O nojo é uma emoção muito marcada por expressões faciais. Por isso, essa emoção está quase sempre relacionada a coisas que são percebidas como sujas, infecciosas ou até mesmo não comestíveis.

Assim como em outras emoções – tais como a raiva e o medo -, o nojo também desencadeia instintivamente mudanças físicas no corpo humano. Essas mudanças podem ir de uma simples alteração respiratória ou cardíaca até a falta de apetite, náusea ou mesmo vômito.

Tendo como principal funcionalidade evitar todo e qualquer tipo de estímulo que pode vir a provocar uma intoxicação, ou possível contaminação ao organismo, evitando, assim, danos ou até morte.

A aversão instintiva leva o indivíduo a aprender sobre o que deve evitar. Por isso, basicamente, o nojo ajuda o ser humano a sobreviver para conceber e passar sua sabedoria e seus genes para a próxima geração.

Sua ausência aumenta o risco de contaminação e prejuízos ao organismo. Seu excesso gera um medo de contaminação que está ligado ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

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